Centro de Estudos 1º de maio é entidade parceira da Fetiesc

A Fetiesc acaba de assinar convênio para a área de formação sindical com o Centro de Estudos Sindicais (CES) 1º de Maio, em São Paulo. "Valorizo muito o fato da Fetiesc dar importância à formação de seus dirigentes porque, cada vez mais, os sindicalistas precisam estudar e compreender a realidade complexa em que vivemos, para terem uma atuação consequente", analisa o professor e coordenador técnico do CES, Augusto César Petta. Ele entende que o movimento sindical como um todo corre o risco de cair no que ele chama de "tarefismo e praticismo sem teoria". O convênio tem prazo inicial de um ano.

"Não podemos subestimar a prática, mas o pessoal deve demonstrar interesse nos estudos gerais sobre concepção sindical, negociações salariais e outros temas", prega Augusto Petta. Dias 22 e 23 de outubro, ele coordenou na Fetiesc o segundo módulo do "Seminário de Formação Sindical como Subsídio para Análise das Negociações Coletivas" - o terceiro módulo está previsto para 10 e 11 de dezembro e, para os dias 14 e 15 de jneiro de 2010 já está agendado o "Planejamento Estratégico Situacional".

Concepções sindicais

Augusto César Petta abordou no segundo módulo as diferentes concepções sindicais existentes desde o século XIX. Petta acha salutar a luta entre as concepções no interior do sindicalismo e lembrou que os pensamentos que muitas vezes parecem próprios, são fruto de ideias manifestadas há bastante tempo. O professor citou, por exemplo, a concepção "Tradeunionista", originada dos "trade unions" da Inglaterra e típica dos países mais avançados do capitalismo, como os Estados Unidos, "que nega a luta de classes e deixa de questionar a própria lógica exploradora do capital".

A concepção "Anarquista", criada na Europa do século XIX, "defende que somente o sindicato pode mudar a sociedade", explicou o professor Augusto Petta, citando ainda a concepção "Sindical Cristã", embasada na ideia de que o socialismo é falso e de que "existe no capitalismo uma dsigualdade natural, necessária e conveniente para o homem". Petta também destacou a concepção "Marxista" de sindicalismo, cuja característica "é a crítica à mais valia e à alienação da classe trabalhadora, que não se vê como explorada. Este modelo está alicerçado na luta de classes e na unidade dos trabalhadores. Para Karl Marx, seu principal pensador, "o Estado é um instrumento da classe dominante e os Sindicatos são as escolas do socialismo, uma etapa anterior ao comunismo".

O professor destacou ainda a "Social Democrata", corrente que defende como indispensáveis a propriedade privada dos meios de produção, a concorrência do mercado e a neutralidade do Estado, "capaz de ser controlado socialmente" e, por fim, citou a concepção "Trotskista", que tem como base "o governo dos operários, sem avaliar a correlação de forças na sociedade" e defende que "a revolução socialista não poderá ser feita em um só país". "É uma concepção que tende ao divisionismo", disse. Durante o Seminário, o professor exibiu o filme "Eles não usam Black Tie", com direção de Leon Hirszman.

Em Breve as Fotos do Evento.

 
 
 
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