Também compareceram ao ato
político parlamentares que
apóiam a redução
da jornada de trabalho de 44 para
40 horas semanais, principal reivindicação
da marcha.
Agenda
da marcha
Principal atividade no calendário
das centrais sindicais, a marcha
ocorre anualmente.
Na 6ª edição,
além da redução
da jornada de trabalho, são
reivindicações da
marcha: valorização
do salário mínimo
com aprovação do PL
1/07; ratificação
das convenções 151
da OIT, negociação
no serviço público;
e da 158, proibição
da demissão imotivada; retirada
dos projetos de lei de terceirização
- PL 4.302/98 e PL 4.330/04; aprovação
da PEC 438/01, fim do trabalho escravo;
e, ainda, o marco regulatório
do pré-sal.
Pressão
sobre o Congresso
Durante o ato político, o
presidente da Força Sindical,
deputado Paulo Pereira da Silva
(PDT/SP), explicou aos trabalhadores
as reivindicações
e disse que "é preciso
pressionar o Congresso e que os
presidentes das centrais iriam pedir
ao presidente da Câmara dos
Deputados e do Senado Federal um
compromisso para votar estes projetos".
O presidente da CUT, Artur Henrique,
falou sobre as conseqüências
da aprovação de cada
item da pauta da classe trabalhadora,
em especial a valorização
do salário mínimo.
"Mais de 20 milhões
de brasileiros vivem com um salário
e dependem dos deputados federais
e senadores na recuperação
do mínimo até 2023,
fazendo com que isso não
seja uma política apenas
do atual Governo, mas de Estado",
defendeu.
Para Wagner Gomes, presidente da
CTB, a mobilização
de hoje é muito importante
para avançar na conquista
pela redução da jornada,
medida que irá gerar mais
de dois milhões de empregos,
além de contribuir para a
melhora da qualidade de vida para
toda a população.
"Foi muito importante essa
manifestação para
pressionar a aprovação
da redução da jornada
de 44 para 40 horas. Mas não
podemos nos esquecer da importância
em manter a unidade do movimento
sindical".
O presidente da UGT, Ricardo Patah,
defendeu o fim do fator previdenciário.
"Além dos temas que
nos são caros como a redução
da jornada de trabalho para 40 horas
semanais, defenderemos com todo
nosso empenho a extinção
do fator previdenciário,
pois o consideramos um golpe nos
interesses dos aposentados e pensionistas
que contribuem, enquanto trabalham,
e são lesados na hora da
aposentadoria", afirmou o dirigente.
José Calixto Ramos, presidente
da Nova Central Sindical de Trabalhadores
(NCST), lembrou da consideração
e confiança que os dirigentes
depositam no presidente da Câmara,
deputado Michel Temer (PMDB/SP).
Calixto alertou que as centrais
também estão empenhadas
em "buscar uma solução
para a situação dos
aposentados do País".
O presidente da CGTB, Antonio Neto,
também conferiu credibilidade
à palavra do deputado Michel
Temer. "O presidente da Câmara
é um forte aliado",
ratificou.
A 6ª marcha das centrais sindicais
revela a maturidade do movimento
sindical e tem sido utilizada como
um forte e eficiente instrumento
de pressão para obter conquistas
para a classe trabalhadora e a sociedade
brasileira em geral. Nos discursos
de hoje, os dirigentes sindicais
destacaram como vitória a
união das centrais em torno
de assuntos de interesse comum dos
trabalhadores.
Reunião
na Câmara
Em audiência com o presidente
da Câmara, deputado Michel
Temer, os dirigentes sindicais pediram
que o parlamentar estimasse uma
data para votação
em plenário da PEC 231/95,
que reduz de 44 para 40 horas semanais
a jornada de trabalho.
A proposta foi aprovada em comissão
especial no dia 30 de junho deste
ano.
Durante a reunião, o deputado
Paulo Pereira da Silva (PDT/SP)
reconheceu que o presidente Temer
já fez muito pelos trabalhadores,
mas o aconselhou: "você
pode fazer mais". O deputado
do PDT reforçou o pedido
de agilidade na inclusão
da proposta na pauta de votações.
Votação
sem data
O presidente da Câmara elogiou
a atuação dos dirigentes
sindicais. Para Temer, o Poder Legislativo
"trabalha sobre pressão".
Ele lembrou que, em seu mandato,
já recebeu mais de cinco
vezes os representantes dos trabalhadores.
"Isso é muito positivo".
Apesar do apelo das centrais sindicais,
Temer não agendou a votação
da PEC 231/95. "Não
dá para marcar uma data".
No entanto, o presidente da Câmara
se comprometeu em mediar negociações
entre trabalhadores e empresários.
"O meio termo não é
impossível", concluiu.
Com uma agenda apertada, o presidente
do Senado, José Sarney (PMDB/AP),
apenas recebeu a pauta da delegação
de sindicalistas, que estavam acompanhados
pelo senador Paulo Paim (PT/RS).
Os dirigentes sindicais pediram
atenção ao PDS 819/09,
que ratifica a Convenção
151 da OIT (negociação
coletiva no serviço público).
O projeto está sob análise
da Comissão de Relações
Exteriores e Defesa Nacional, onde
a relatoria foi distribuída
ao senador Geraldo Mesquita Junior
(PMDB/AC).
Fonte: Diap e Informativo CNTI.