Emprego
formal bate recorde em setembro
Indústria é responsável
por quase metade das 252,6 mil vagas
criadas
(Isabel
Sobral, Brasília)
A
recuperação da indústria
avançou em setembro. As fábricas
foram responsáveis por quase
metade dos 252,6 mil novos empregos
formais criados em setembro - o
melhor resultado deste ano do Cadastro
Geral de Empregados e Desempregados
(Caged), do Ministério do
Trabalho. O setor industrial abriu
123,3 mil ocupações
com carteira assinada, duas vezes
mais que em agosto, e alcançou
o melhor saldo mensal do setor na
série do Caged, iniciada
em 1992. O subsetor de alimentos
e bebidas, com quase 63 mil novas
vagas, foi o grande destaque da
indústria.
O
resultado geral do Caged foi ainda
o segundo melhor da série histórica
para um mês de setembro. Mas
ainda ficou abaixo do resultado obtido
em setembro de 2008, antes do início
da fase mais aguda da crise, quando
282,8 mil vagas formais foram criadas
na economia.
Com
o bom desempenho de setembro, o mercado
formal de trabalho acumulou 932,6
mil novos postos de trabalho no ano.
Com isso, o estoque de empregos com
carteira assinada no País subiu
para 32,9 milhões. O saldo
dos nove primeiros meses do ano é
pouco menos da metade dos dois milhões
de empregos criados de janeiro a setembro
do ano passado, mas representa o primeiro
período acumulado deste ano
em que todos os setores da economia
contrataram mais trabalhadores do
que demitiram.
PERSPECTIVA
MELHOR
Empolgado
com os dados favoráveis, o
ministro do Trabalho e Emprego, Carlos
Lupi, estimou que a economia vai gerar
este ano 1,1 milhão de empregos
formais - 100 mil a mais do que previa
até agora. Ele ressaltou, porém,
que essa é uma avaliação
pessoal. "Ainda é cedo
para termos uma projeção
precisa de como o mercado de trabalho
vai se comportar em dezembro",
comentou.
No
último mês do ano, as
demissões tradicionalmente
superam as admissões por causa
da dispensa dos trabalhadores temporários
contratados pelas empresas no início
do segundo semestre. Na média,
nos últimos anos cerca de 300
mil empregos formais foram fechados
nos meses de dezembro. Em dezembro
de 2008, quando esse fator sazonal
se combinou com os efeitos da crise
financeira mundial, foram perdidas
654 mil vagas, um número recorde.
Confiante
que a indústria continuará
com um ritmo forte de contratações
em outubro e novembro, o ministro
antecipou esperar para este mês
"um resultado (do Caged) melhor
do que o de setembro". Se se
confirmar, esse movimento será
atípico já que em anos
anteriores nos meses de outubro houve
redução de contratações
em relação a setembro.
"Mas,
como houve forte retração
no primeiro semestre por causa da
crise, deveremos ter uma surpresa
positiva agora", comentou Lupi.
ALIMENTOS
E BEBIDAS
Em
setembro, todos os 12 segmentos do
setor industrial tiveram saldo positivo
entre contratações e
demissões, com destaque para
a indústria alimentícia
e de bebidas. O setor têxtil
e de vestuário foi o segundo
destaque, com 10,5 mil novos postos.
No mês passado, os serviços
também contrataram mais, gerando
62,7 mil novos empregos. Na sequência,
veio o comércio com 50,3 mil
postos e a construção
civil com 32,6 mil. Apenas a agropecuária
eliminou empregos no mês passado,
registrando um saldo negativo 17 mil
vagas, por causa da entressafra na
região Centro-Sul do País.
Fonte: Clipping Últimas Notícias
- Fequimpar - 15.09.09.
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