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OPINIÃO: 13 de maio: um dia para refletir sobre a escravidão moderna

Que este 13 de maio não seja apenas um lembrete do passado, mas sim um chamado à ação para construirmos um futuro onde a dignidade e os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras sejam garantidos e respeitados.

Sabino Bussanello – Assessor de Formação Sindical da FETIESC

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Neste 13 de maio, data que marca a ‘abolição’ da escravatura nessas terras tupiniquins, o movimento sindical não pode deixar passar em branco e colocar a mão nessa ferida de nossa história.

Mesmo que tenhamos nos livrado de um Governo fascista, infelizmente, o Governo Lula cede às pressões do capital que atua em todos os campos da vida econômica e política no sentido de institucionalizar a escravidão moderna, a exemplo dos trabalhadores e trabalhadoras por aplicativos.

Muito além dos trabalhadores escravizados pelo agronegócio, me escandaliza o fato de um governo trabalhista estar negociando com megaempresas multinacionais que desconsideram qualquer lei trabalhista conquistada, a duras penas, pelo nosso movimento sindical, por décadas de muita luta.

Desta forma, o neoliberalismo, vorazmente, domina o campo das relações entre trabalho e capital, colocando a classe trabalhadora refém e, de certo modo, iludida, pela sensação de ‘ser empreendedor(a)’ ao invés de um trabalhador(a) escravo(a) do sistema capitalista.

Esse avanço do neoliberalismo, acentuado principalmente nos governos autoritários de Temer e Bolsonaro, forjou uma política ainda mais agressiva para o sofrimento. A proteção do trabalho começa a desaparecer e a escravidão moderna se normaliza nas entranhas sociais. Cada vez mais os direitos trabalhistas são retirados e o neoliberalismo satisfaz o seu intento de produzir uma sociedade cada vez mais individualizada, em que cada cidadão e cidadã soterram o sonho e a luta coletiva para agirem e atuarem de acordo com suas próprias necessidades. 

Neste universo da exploração neoliberal, as empresas agem livremente desconsiderando grande parte dos direitos trabalhistas conquistados ao longo de décadas, acentuando a precarização do trabalho e o rebaixamento dos salários, além de investirem maciçamente em um campanha ideológica por meio da qual o trabalhador não mais se reconheça como tal.

Neste 13 de maio,  é preciso empunharmos nossa bandeira de luta na defesa da classe trabalhadora se opondo à toda e qualquer política que mantém os trabalhadores e as trabalhadoras em situações precarizadas, como forma de garantir lucros aos bancos e mega fundos de investimentos. No Brasil, por exemplo, só a Uber mantém 1 milhão de motoristas sem nenhum vínculo empregatício e qualquer direito, vítimas da precarização, da superexploração e do descaso.

Neste 13 de maio, o movimento sindical e as forças progressistas deste país devem elevar a sua voz de modo a exigir de Lula a revogação imediata das reformas trabalhista, de Temer; e a Previdenciária, de Bolsonaro. E isso é plenamente possível de ser feito se o Governo fizer a sua parte de se opor aos interesses dos bilionários que na primeira oportunidade lhe trairão novamente; mas também depende muito da mobilização e organização da sociedade civil e do movimento sindical para construírem um processo unitário de luta e dignidade da classe trabalhadora! 

Portanto, nesta data significativa, façamos ecoar nossa mensagem de resistência e solidariedade. Que este 13 de maio não seja apenas um lembrete do passado, mas sim um chamado à ação para construirmos um futuro onde a dignidade e os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras sejam garantidos e respeitados.

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